{"id":2563,"date":"2021-07-28T22:13:00","date_gmt":"2021-07-29T01:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/?p=2563"},"modified":"2024-01-17T22:17:37","modified_gmt":"2024-01-18T01:17:37","slug":"carbono-neutro-nao-carbono-neutro-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/carbono-neutro-nao-carbono-neutro-nao\/","title":{"rendered":"Carbono neutro, n\u00e3o. Carbono neutro, n\u00e3o."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Na esteira da necessidade da comprova\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas, surgem no mercado startups com voca\u00e7\u00e3o para ajudar o agroneg\u00f3cio, caso da GenomaA Biotech<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Lana Pinheiro | 22\/06\/21 \u2013 16h09<\/p>\n\n\n\n<p>Lenha, estacas, moir\u00f5es, dormentes, carv\u00e3o vegetal, chapas de fibras e de part\u00edculas, movelaria, energia, medicamentos, serrados, laminados, celulose e papel. A lista dos subprodutos do eucalipto e do pinus \u00e9 longa, mas al\u00e9m da diversidade do uso, as florestas de \u00e1rvores s\u00e3o tamb\u00e9m sustent\u00e1veis e um bom neg\u00f3cio. Com 9 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas plantadas, 4,7 milh\u00f5es deles certificados, o setor capturou cerca de 1,88 milh\u00e3o de toneladas de CO2 em 2019 e garantiu receita de R$ 97,4 bilh\u00f5es em 2020, crescimento de 12,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Boa parte vem do saldo da balan\u00e7a comercial, que chegou a US$ 10,3 bilh\u00f5es, o segundo melhor resultado dos \u00faltimos 10 anos. Os dados s\u00e3o da Ind\u00fastria Brasileira de \u00c1rvores (IB\u00c1). \u201cNa ind\u00fastria florestal, as boas pr\u00e1ticas ambientais sempre foram condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para o sucesso do neg\u00f3cio, mas agora as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais estruturadas e servindo \u00e0 tomada de decis\u00f5es\u201d, afirmou Marcelo Schmid, s\u00f3cio diretor no Grupo Index.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mesmo com as dificuldades de 2020 o setor gerou receita de R$ 97,4 bilh\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O come\u00e7o da planta\u00e7\u00e3o em escala no Brasil \u00e9 incerto. Com mais de 700 esp\u00e9cies conhecidas, registros apontam que as primeiras culturas de eucalipto por aqui datam de 1868, no Sul do Pa\u00eds. A cultura de pinus, mais recente, \u00e9 da d\u00e9cada de 1960, no Sul e Sudeste. E foi nos estados sulistas que a produ\u00e7\u00e3o comercial primeiro se estabeleceu. O local n\u00e3o foi aleat\u00f3rio. De acordo com Schmid, nos anos 60 houve um esfor\u00e7o conjunto da regi\u00e3o para o desenvolvimento da ind\u00fastria com a\u00e7\u00f5es como isen\u00e7\u00e3o de impostos para investidores e a cria\u00e7\u00e3o do primeiro curso de engenharia florestal do Pa\u00eds, na ent\u00e3o Universidade Federal do Paran\u00e1. De l\u00e1 para c\u00e1, o setor passou por diversas fases. Salta aos olhos a mudan\u00e7a do modelo explorat\u00f3rio para o sustent\u00e1vel. \u201cCerca de 5% da Mata Atl\u00e2ntica chegou a ser devastada e tivemos muito uso de nota fria para comercializa\u00e7\u00e3o da madeira ilegal, mas na virada do mil\u00eanio o cen\u00e1rio mudou\u201d, disse o s\u00f3cio diretor do Grupo Index.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com 9 milh\u00f5es de hectares plantados setor capturou 1,88 milh\u00e3o de toneladas de CO2 em 2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Impulsionado pela necessidade de maior produtividade, menor custo e alinhamento \u00e0s boas pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, o setor restaurou mais de 32,7 mil hectares e preservou outros 6 milh\u00f5es de \u00e1reas nativas. Na Klabin, uma das maiores da ind\u00fastria, s\u00e3o 258 mil hectares de floresta plantada para fins industriais e 248 mil de \u00e1reas nativas. Al\u00e9m disso, a planta\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em forma de mosaico, permitindo a cria\u00e7\u00e3o de corredores de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Pelos relatos da empresa, em suas terras existem mais de 2 mil esp\u00e9cies de flora, 900 de fauna e um balan\u00e7o de carbono de 4,7 milh\u00f5es de toneladas (2019). Para garantir alinhamento dos fornecedores, que hoje participam com 30% das madeiras utilizadas no processo produtivo, a Klabin tem a meta de ter toda a cadeia certificada com o selo FSC (sigla em ingl\u00eas para Conselho de Manejo Florestal) at\u00e9 2030. \u201cExigimos uma atua\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel, com respeito \u00e0 comunidade, aos trabalhadores e uso racional dos recursos naturais\u201d, afirmou J\u00falio Nogueira, gerente de Sustentabilidade e de Meio Ambiente da companhia. Tudo para garantir a perenidade dos neg\u00f3cios no longo prazo e a atratividade perante os mercados compradores que est\u00e3o preferindo adquirir produtos renov\u00e1veis, recicl\u00e1veis e biodegrad\u00e1veis. \u201cO ser humano est\u00e1 mais consciente e sustent\u00e1vel no seu consumo\u201d, afirmou Nogueira.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste mesmo caminho est\u00e1 a Suzano, que ap\u00f3s a fus\u00e3o com a Fibria se tornou a maior produtora de celulose do mundo. Com investimentos de R$ 300 milh\u00f5es em Pesquisa e Desenvolvimento, a companhia est\u00e1 buscando novas tecnologias para ser mais produtiva, bem como para oferecer produtos alternativos aos de origem f\u00f3ssil. \u201cO grande desafio \u00e9 fazer com que a celulose seja usada para a produ\u00e7\u00e3o de outras mercadorias que n\u00e3o o papel\u201d, disse Marcelo Bacci, diretor executivo de Finan\u00e7as, Rela\u00e7\u00f5es com Investidores e Jur\u00eddico da empresa. Na lista de possibilidades est\u00e3o energia, tecidos e substitutos do pl\u00e1stico. Al\u00e9m de novos produtos, a Suzano j\u00e1 anunciou compromisso p\u00fablico de capturar 40 milh\u00f5es de toneladas de CO2 nos pr\u00f3ximos dez anos. \u201cEm nosso setor n\u00e3o h\u00e1 dicotomia entre efici\u00eancia e ESG. Quanto mais ambientalmente correto voc\u00ea \u00e9, mais efici\u00eancia voc\u00ea ganha\u201d, afirmou Bacci. Tudo isso em paralelo com a atividade core, que acaba de ganhar refor\u00e7o de uma nova f\u00e1brica com capacidade de produzir 2,3 milh\u00f5es de toneladas de celulose no ano, fruto de um plano de investimento de R$ 14,7 bilh\u00f5es no Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esteira da necessidade da comprova\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas, surgem no mercado startups com voca\u00e7\u00e3o para ajudar o agroneg\u00f3cio. Como o caso da <strong>GenomaA Biotech<\/strong>, especializada em rastrear toras por meio do DNA da madeira. \u201cO setor madeireiro tem uma m\u00e1cula de seis d\u00e9cadas de liga\u00e7\u00e3o com ilegalidades e desmatamento\u201d, afirmou Pedro Dias, diretor de Inova\u00e7\u00e3o da empresa. O executivo tem raz\u00e3o. Ainda que o setor profissional esteja cada vez mais alinhado com os princ\u00edpios sustent\u00e1veis, a ilegalidade acaba manchando a reputa\u00e7\u00e3o. Em seu \u00faltimo levantamento (2018), o Imazon pontuou que o desmatamento em \u00e1reas n\u00e3o autorizadas no Par\u00e1 era duas vezes maior do que em \u00e1reas autorizadas: 27 mil hectares contra 11 mil hectares. No Mato Grosso, apesar de as \u00e1reas autorizadas serem maiores, a taxa de ilegalidade ainda \u00e9 alta. Em 2019, dos 217 mil hectares explorados, 37% foram em \u00e1reas sem autoriza\u00e7\u00e3o. Problemas que podem ser at\u00e9 pontuais, mas com potencial impacto devastador sobre um setor que poderia levar o Pa\u00eds \u00e0 lideran\u00e7a da economia verde.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <em><a href=\"https:\/\/www.dinheirorural.com.br\/carbono-neutro-nao-carbono-neutro-nao\/\">https:\/\/www.dinheirorural.com.br\/carbono-neutro-nao-carbono-neutro-nao\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na esteira da necessidade da comprova\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas, surgem no mercado startups com voca\u00e7\u00e3o para ajudar o agroneg\u00f3cio, caso da GenomaA Biotech. Lana Pinheiro | 22\/06\/21 \u2013 16h09 Lenha, estacas, moir\u00f5es, dormentes, carv\u00e3o vegetal, chapas de fibras e de part\u00edculas, movelaria, energia, medicamentos, serrados, laminados, celulose e papel. 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