{"id":3036,"date":"2024-09-09T19:11:49","date_gmt":"2024-09-09T22:11:49","guid":{"rendered":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/?p=3036"},"modified":"2024-09-09T19:15:46","modified_gmt":"2024-09-09T22:15:46","slug":"checagem-da-procedencia-da-madeira-e-aperfeicoada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/checagem-da-procedencia-da-madeira-e-aperfeicoada\/","title":{"rendered":"Checagem da proced\u00eancia da madeira \u00e9 aperfei\u00e7oada"},"content":{"rendered":"\n<p><sub>Por Andrea Vialli \u2014 Para o Valor, de Salvador<\/sub><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"900\" src=\"https:\/\/genomaa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/coleta-genomaa-1024x900.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3037\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Angelim-pedra, cumaru, ip\u00ea, cedro e ma\u00e7aranduba est\u00e3o entre as madeiras de origem amaz\u00f4nica mais valorizadas pelo mercado &#8211; possuem alta resist\u00eancia e durabilidade, sendo ideais para usos que v\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil e naval \u00e0 movelaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a amplia\u00e7\u00e3o do consumo de madeira extra\u00edda legalmente ainda \u00e9 um desafio devido ao temor da mat\u00e9ria-prima estar ligada ao desmatamento. A tecnologia entra como aliada, com ferramentas de rastreabilidade cada vez mais sofisticadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A GenomaA Biotech, startup especializada em biologia molecular sediada no Parque Tecnol\u00f3gico de Piracicaba (SP), desenvolveu uma solu\u00e7\u00e3o de rastreamento para produtos florestais por meio do sequenciamento gen\u00e9tico de esp\u00e9cies e identifica\u00e7\u00e3o por DNA. A partir de um banco de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas formado com mais de 1.100 amostras de madeiras e folhas coletadas em \u00e1reas de manejo, a tecnologia permite identificar tanto a esp\u00e9cie quanto verificar sua assinatura gen\u00e9tica, ou seja, as caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores de determinada \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, as ferramentas de rastreabilidade por DNA permitem assegurar que uma madeira seja exatamente da esp\u00e9cie comercializada e que veio de uma \u00e1rea de manejo espec\u00edfica, al\u00e9m da data da colheita e geolocaliza\u00e7\u00e3o. \u201cEssas tecnologias v\u00eam num momento em que o consumidor, especialmente internacional, tem buscado garantias de origem e legalidade\u201d, diz David Escaquete, head de vendas do grupo TMNH, do qual faz parte a GenomA Biotech.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;O consumidor tem buscado garantias de origem e legalidade&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><sub>\u2014 David Escaquete<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>A recente lei antidesmatamento da Uni\u00e3o Europeia (EUDR), que entrar\u00e1 em vigor em janeiro de 2025, e a Lacey Act, que estabelece condicionantes para a entrada de madeira estrangeira nos EUA, fizeram aumentar a demanda por mecanismos de conformidade. Essas tecnologias j\u00e1 est\u00e3o sendo empregadas por duas empresas exportadoras &#8211; a Blue Timber Florestal e a Samise Florestal, que realizam manejo certificado em duas concess\u00f5es florestais no Par\u00e1. As informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas sobre a madeira, bem como a documenta\u00e7\u00e3o atestando a origem legal fornecida pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais, podem ser consultadas pelos compradores por meio de um QR code.<\/p>\n\n\n\n<p>A CRAS Madeira, que comercializa produtos de madeira de manejo florestal certificado no Par\u00e1, desenvolveu uma tecnologia pr\u00f3pria que permite que o consumidor saiba com precis\u00e3o de onde vem a madeira que est\u00e1 adquirindo. Ao solicitar o rastreio de madeira no momento da compra, \u00e9 poss\u00edvel acessar, por meio de um QR Code, dados sobre a esp\u00e9cie, o n\u00famero da autoriza\u00e7\u00e3o de manejo emitido pelo Ibama e a geolocaliza\u00e7\u00e3o exata onde a madeira foi colhida.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rodrigo Chitarelli, diretor-presidente da CRAS Brasil, a tecnologia \u00e9 uma forma de disseminar informa\u00e7\u00f5es sobre o manejo florestal e sua import\u00e2ncia para a conserva\u00e7\u00e3o das florestas. \u201cSempre lutamos contra uma percep\u00e7\u00e3o negativa do consumidor sobre a madeira retirada da Amaz\u00f4nia. Agora, temos uma forma de contar que o manejo segue crit\u00e9rios, como o corte de apenas tr\u00eas \u00e1rvores por hectare, respeitando a fase de crescimento da esp\u00e9cie e promovendo a renova\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A desconfian\u00e7a do consumidor n\u00e3o \u00e9 sem motivo: cerca de 30% da extra\u00e7\u00e3o de madeira na Amaz\u00f4nia \u00e9 feita de forma irregular, segundo dados do Sistema de Monitoramento da Explora\u00e7\u00e3o Madeireira (Simex). No per\u00edodo entre agosto de 2021 a julho de 2022, foram explorados 394,6 mil hectares de florestas nativas para fins madeireiros. Dessa \u00e1rea, 73% tinham autoriza\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o florestal emitida, e os 27% restantes (104,4 mil hectares) ocorreram de forma n\u00e3o autorizada. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil estimar a real retirada de madeira da floresta de forma ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO gargalo do setor florestal \u00e9 o intermedi\u00e1rio. Por isso as tecnologias de rastreio s\u00e3o fundamentais para dar seguran\u00e7a ao comprador e combater a crise de imagem relacionada ao desmatamento\u201d, diz Maryane Andrade, consultora de legalidade florestal do Instituto de Manejo e Certifica\u00e7\u00e3o Florestal e Agr\u00edcola (Imaflora).<\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o desenvolveu, em 2017, a plataforma Timberflow, com oobjetivo de facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o das etapas da produ\u00e7\u00e3o de madeira da Amaz\u00f4nia, com base nos dados dos sistemas oficiais de controle<br>federal DOF\/Sinaflor e dos Estados do Par\u00e1 e Mato Grosso, principais produtores. A ferramenta passou por aperfei\u00e7oamentos e, no pr\u00f3ximo m\u00eas, ser\u00e1 lan\u00e7ada uma nova vers\u00e3o, com dados sobre legalidade (\u00e1reas alvos de embargos por desmatamento, por exemplo) e ligados \u00e0 cadeia produtiva dos produtos madeireiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra forma de o consumidor aferir se um produto foi extra\u00eddo com legalidade \u00e9 por meio da certifica\u00e7\u00e3o florestal. O selo FSC (sigla em ingl\u00eas para Conselho de Manejo Florestal) \u00e9 o mais consolidado, com 30 anos de mercado. No Brasil, tem 7,6 milh\u00f5es de hectares certificados. Destes, 1,2 milh\u00e3o est\u00e3o em concess\u00e3o florestal na Amaz\u00f4nia. \u201cHoje, 90% das \u00e1reas de concess\u00e3o est\u00e3o certificadas com FSC, pois os empreendedores entendem o selo como uma garantia a mais de legalidade\u201d, diz Elson Fernandes de Lima, diretor executivo do FSC Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/publicacoes\/especiais\/amazonia\/noticia\/2024\/09\/05\/checagem-da-procedencia-da-madeira-e-aperfeicoada.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/publicacoes\/especiais\/amazonia\/noticia\/2024\/09\/05\/checagem-da-procedencia-da-madeira-e-aperfeicoada.ghtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andrea Vialli \u2014 Para o Valor, de Salvador Angelim-pedra, cumaru, ip\u00ea, cedro e ma\u00e7aranduba est\u00e3o entre as madeiras de origem amaz\u00f4nica mais valorizadas pelo mercado &#8211; possuem alta resist\u00eancia e durabilidade, sendo ideais para usos que v\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o civil e naval \u00e0 movelaria. Mas a amplia\u00e7\u00e3o do consumo de madeira extra\u00edda legalmente ainda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3037,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-3036","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-na-midia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3036","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3036"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3036\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3042,"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3036\/revisions\/3042"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/genomaa.com.br\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}